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Fé: afinal, é possível explicar a sua razão?



A ciência procura entender o relacionamento entre a mente e a espiritualidade das pessoas


Ter fé é acreditar no que não se vê. Daí a dificuldade de comprovar a sua origem. Mas pesquisas recentes avançam na tentativa de entender por que algumas pessoas creem mais do que outras. O resultado, assim como o tema, é polêmico, pois trata de algo que, por mais que a ciência se esforce, não consegue desvendar. Mas é possível entender, por exemplo, como é equivocado achar que pessoas menos instruídas têm mais fé do que aquelas com mais escolaridade.
Um desses novos estudos foi conduzido pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos e avaliaram cerca de 1.200 homens e mulheres, com idade média de 30 anos. Eles foram desafiados a resolver um questionário que exige um raciocínio extremamente lógico. Por meio desse teste, adotado há pelo menos 50 anos em investigações comportamentais, aqueles que erram as questões são classificados como intuitivos, por tentar resolvê-las com pressa. Os que acertam são os reflexivos, que pensam mais sobre o tema. Em outro momento do estudo, ambos os grupos tiveram de falar sobre fé. Do cruzamento das respostas, despontou a conclusão: os intuitivos afirmaram ser mais religiosos que os reflexivos.
Em entrevista à revista “Veja” - que publicou o resultado do estudo -, o psiquiatra Frederico Leão, coordenador do Programa Saúde, Espiritualidade e Religiosidade, do Instituto de Psiquiatria da USP, disse que a conclusão faz sentido. “É mais simples para os menos racionais acreditar em algo impreciso”.
Foto: Arquivo Pessoal

"Todos possuímos habilidades e conexões mentais e cerebrais para vivermos uma fé profunda", diz a psicóloga e doutora em Ciências da Religião Gina Strozzi
Os intuitivos são pessoas propensas a responder questões com maior velocidade, baseados nos próprios instintos, são energéticos e pouco reflexivos. “Podem errar mais, porém não são menos inteligentes. Simplesmente respondem com rapidez aos estímulos, pois são menos racionais. Obedecem aos comandos de força interior”, explica a psicóloga Gina Strozzi, doutora em Ciências da Religião.
Já os reflexivos utilizam mais a razão para dar uma resposta. Ponderam e repensam as atitudes. “Estão mais propensos ao acerto, porque são menos imediatistas. O que não faz deles mais inteligentes”, diz a psicóloga.
Ainda de acordo com a “Veja”, um pouco antes da realização do estudo da Universidade Harvard, o mesmo teste de avaliação cognitiva foi aplicado entre alunos da própria universidade e do Tecnologia de Massachusetts, também nos Estados Unidos, com o objetivo de avaliar a capacidade lógica de pessoas tão aptas. Metade dos estudantes errou as respostas. Metade, portanto, tinha um raciocínio essencialmente intuitivo.
Se os mais intuitivos são mais religiosos, segundo Harvard, o teste com os alunos do instituto demonstra que fé não tem a ver com a formação intelectual.
Mudança de vida
Com mestrado em Ciências Contábeis, pós-graduação em Gestão Empresarial e de Pessoas, especialização em grupos e formada em Serviço Social e Psicanálise, Angela Abdo, 60, é a prova de que fé não tem relação com classe social ou nível de escolaridade. Ela já era uma executiva quando teve a sua primeira experiência com Deus. “Você não vê, mas faz e depois vê acontecendo.”
Foto: Ricardo Medeiros

Angela Abdo já era uma executiva quando teve a sua primeira experiência com Deus e viu a vida ser transformada pela fé
Após buscar vários médicos, ela viu o pároco da sua comunidade impor as mãos sobre a boca do seu pai e ele foi curado. “Meu pai tinha um câncer de boca. No dia seguinte, não tinha mais nada. A partir daí, eu vi que a fé não era uma autossugestão, porque sou psicanalista.”
O teólogo e professor do curso de Filosofia da Faesa Vitor Rosa, explica que, do ponto de vista teológico, a fé representa uma resposta que o ser humano dá a Deus e não nasce em nós. “A partir desse Deus que se revela, o ser humano responde acreditando.”
Agora do ponto de vista das Ciências Sociais e Humanas, a fé consiste em acreditar em um poder que dá sentido à existência do homem.
No caso da Angela, ela juntou os dois significados e mudou a direção da sua vida. “Sou muito crítica, até mesmo pela profissão, mas eu fiquei mais paciente com as pessoas e me coloquei mais no lugar do outro.”
Em 2014, Angela lançou o livro “Mães que oram pelos filhos”, mostrando o que a fé é capaz de fazer na vida das pessoas. “O grupo começou com mães de alto poder aquisitivo. Independentemente da questão financeira, basta que a pessoa se abra para o dom acontecer. Porque fé é um dom. Eu não escolhi ter fé no início, e nos momentos que eu precisei testar, estava aberta e recebi esse dom”, diz.
O doutor em Ciências da Religião e professor da Ufes Edebrandi Cavalieri afirma que, no século 19, dizia-se que a fé era uma questão de pessoas simples e pobres. “O final do seculo 20 e o mundo atual mostram que a questão da fé independe da situação socioeconômica e cultural. A fé pode estar em pessoas riquíssimas ou nas camadas mais pobres”, diz o professor.
Outro lado
Pesquisas que tentam medir ou comparar a fé são vistas com cautela e uma certa desconfiança pelos especialistas ouvidos por A GAZETA.
Foto: Arquivo Pessoal

"O fenômeno religioso escapa de toda tentativa de enquadramento e mensuração que a pesquisa científica exige", afirma o doutor em Ciências da Religião e professor da Ufes Edebrandi Cavalieri
Eles defendem que pode haver um diálogo entre ciência e religião, mas há mais complexidade no tema do que a razão consegue explicar. “Nós temos todas as condições de realizar um diálogo entre fé e razão. Porém são campos que têm autonomia e características próprias. Enquanto o mundo da ciência lida com a objetividade, o da religião lida com dados subjetivos”, diz o professor Cavalieri.
Para o doutor em Ciências da Religião, ao tentar provar a fé a partir da ciência, não chegaremos a grandes avanços. “As Ciências da Religião (Sociologia, Filosofia, Psicologia, História...) mostram que nós estamos diante de um campo extremamente complexo e que não se reduz a fatos observáveis e mensuráveis”, avalia.
O teólogo e filósofo Vitor Rosa segue a mesma linha de pensamento. “Algumas pesquisas desenvolvidas, principalmente nos EUA, querem medir, quantificar e limitar a fé. Elas acabam criando estereótipos. No campo das Ciências da Religião, as pesquisas são qualitativas.”
Rosa cita o milagre e a vida de Jesus como exemplos. “Como vamos ter uma explicação científica para o milagre? Se ele próprio é aquilo que transcende toda e qualquer explicação científica. Jesus é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Do ponto de vista histórico científico, há a comprovação que Jesus existia, mas atribuí-lo como Deus entra no âmbito da fé”, diferencia.
Diferenças
Baseado no conceito religioso judaico-cristão, o doutor e professor do curso de Ciências Biológicas da Ufes Geraldo Cuzzuol define fé como confiança na Palavra de Deus, quer sejam fatos narrados no Antigo ou no Novo Testamento, quer sejam nas profecias de Daniel e do Apocalipse. Diferente de crendice, que consiste em crer em qualquer outra coisa além daquilo relatado na Bíblia, para o professor, a fé não depende de comprovação científica, embora alguns fatos bíblicos sejam contextualizados na Arqueologia, Astronomia, Biologia e História.
“E temos motivos de sobra para abraçar a fé judaico-cristã. No caso da visão profética de Daniel 2 do Antigo Testamento, a história da humanidade foi prevista em detalhes no plano político e geográfico desde o primeiro grande império mundial de Babilônia até os dias atuais”, afirma o professor.
Cuzzuol ressaltou que grandes nomes da Ciência demonstraram profundo conhecimento e crença nas Sagradas Escrituras. Um deles, o físico Isaac Newton, afirmou: “A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isso fica sendo a minha última e mais elevada descoberta”.
E se para você fé é sinônimo de religião, a psicóloga Gina Strozzi diz que não. “A fé está ligada enquanto prática de se crer no sagrado e isso reflete espiritualidade. Eu explico: a religião é o exercício doutrinário de uma crença. Já a espiritualidade é a vivência profunda e interna da fé no sagrado. A primeira é a exposição exterior. A segunda se refere à alma, à respiração, a tudo que sopra vida em nós, do que se crê.”
O doutor em Ciências da Religião Edebrandi Cavalieri concorda: “Fé independe de estar em uma igreja ou de pertencer a uma religião. Muitas vezes, a pessoa está em uma igreja, mas não tem fé. Só está ali porque isso é bom para ela.”
As incertezas sobre de onde viemos e para onde vamos, as angústias e medos que sentimos são para o professor características humanas que acabam se tornando elementos primeiros na atitude religiosa das pessoas. “É uma fé muito de cunho sensível. É o primeiro passo das pessoas no mundo da fé”, afirma Cavalieri.
Líderes
Mesmo que a pessoa não tenha uma religião, o professor Cavalieri destaca a importância dos grandes líderes na vida de todos. “Vejo dentro da universidade pessoas que dizem não ter fé, mas olham com admiração para o Papa Francisco. A mesma coisa acontecia com Gandhi, Martin Luther King. Os líderes têm uma responsabilidade muito grande em termos de ética, moral e constituição de um mundo mais humano.”
As falas e, principalmente as atitudes, dos líderes impactam de forma direta na fé das pessoas. “É muito bonito ouvir: ‘Tem jeito para humanidade’”, se alegra Cavalieri.
O professor conclui que a ciência avança, a religião também e, entre esses dois campos da experiência humana, o diálogo vai ser sempre de grande benefício para a humanidade.
Enquanto não há certezas se existem pessoas com propensão maior a desenvolver a fé, e outras não, se há uma conexão e ligação factual entre “natureza cerebral” e habilidade para a crença, a fé continua presente na vida de muitos, tornando os dias mais leves, renovando as esperanças e a convivência mais humana.




Fonte- A GAZETA

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